segunda-feira, 4 de abril de 2011
Ain't no need to go outside
quarta-feira, 16 de março de 2011
um post pra você

Porque seus olhos são azuis e dá vontade de mergulhar.
Você fez eu me sentir alguém, exatamente um alguém que eu sou. Acho que isso pode ser um sinal. De fraqueza ou de destino, eu não sei. Existe mesmo essa coisa de destino? Porque os nossos se cruzaram e talvez isso tenha algum significado.
Pode ser a dúvida entre manter a solidão ou se arriscar. Acho que toda essa história tenha se desenvolvido nos segundos em que eu fechei os olhos e não precisei abrir pra saber que você estava lá.
Parecemos mútuos no desejo de viver pra sempre no agora só pela companhia maravilhosa. Talvez fosse a exata sintonia, do exato alinhamento, da exata fração de segundo que motivasse duas presenças tocadas dessa maneira. E se existir um próximo encontro, por mais breve que seja, será só pelo encanto do sorriso mais sincero do meu caminho.
O tempo é relativamente compensado por registrar pequenos momentos em grandes confirmações.
Vem me buscar, me leva pra longe daqui.
Música: Phoenix - Rome
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
algo que jamais se esclareceu
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
se bastasse sentir...
Não me lembro como eu era antes de você.
E agora sou alguém que se apaixonou, e se entrega e morre um pouco todo dia, só pra saber que viveu pelo menos um pouco.
E agora tudo anda pela metade, as alegrias não passam de algumas horas em boa companhia, mas no escuro do quarto não há nada mais que um quarto no escuro.
E agora eu durmo sozinha e tenho um vazio no peito você não tem vontade de ocupar. Tenho um coração pesado que você não quer carregar. E estou cansada de esperar vidas se resolverem por uma promessa de futuro e ficar pra trás mais uma vez.
Só não me deixe morrer em você, porque em mim você vai continuar vivendo.
Quero de volta tudo o que um dia foi meu. Quero pra mim. Pra guardar. Pra ter. Pra ser.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
agora conta como hei de partir

Cansei. Desisto. Me rendo. Levanto a bandeirinha branca.
Não estou deixando o inimigo ganhar, nem estou perdendo. Estou deixando o campo de batalha. Estou saindo de fininho, a procura de um lugar ao sol.
Enfrentar às vezes é muito mais que levantar os punhos e lutar, às vezes é muito mais que bater, é ceder, é seguir, é calar, é vencer sem ferir, é evitar a luta vã, a insana discussão.
Desistir e perder são condutas diferentes. As vezes perder é ganhar, as vezes perder é perder. As vezes desistir é perder, as vezes desistir é dar uma nova chance ao destino.
De vez em quando, quando fico sozinha pensando, eu sinto falta da vida, eu vejo o futuro, o passado, eu sinto a dor como uma ferida aberta no joelho, que dói mais a cada passo.
Meus sonhos de criança são apenas sonhos, meus pesadelos são memórias e medos, e ainda tenho medo. Quando criança, aprendi a rezar pra me livrar dos pesadelos, por um tempo funcionou, mas agora, a fé que me leva nem sempre é maior que o medo que me arrasta, eu tento, todo o tempo, eu tento não esquecer, e tento acreditar que apenas acreditar é o suficiente.
Música: Chico Buarque - Eu te amo
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
I miss you

Sentir falta é diferente de sentir saudades. Sentir saudades é grandioso. Dor enorme que rasga por dentro dias seguidos, horas intermináveis, tempo infinito.
Sentir falta não. Sentir falta é pontual. Sentir falta é dor fina, dor de beliscão com unha, dor de mordida de cachorro. Sentir falta é mais específico. Sente-se falta do abraço ao dormir, das mãos frias, sente-se falta do jeito boboca que ele tinha de andar. Sentir falta é mais egoísta, quase que material. Sentir falta do café dele, da bagunça dele, o chinelo dele. Sentir falta da camiseta velha dele que você podia usar. Sentir falta é pequeno, mas não menos doloroso.
A saudade não te deixa respirar. Não te permite trabalhar, te faz faltar o ar. Saudade é plural. Saudades é dos dois. Saudades é de você mesma, com os olhos brilhando. Saudades do frio na barriga, saudades do começo, saudade daquela cervejada idiota, do melhor dia dos namorados. Por isso, saudade pode ser inventada e falta não.
Falta é daquilo que não está ali, e que deveria estar. É a dor do banco do carro vazio, de assistir filme sozinha. A falta está na rotina, nas pequenas coisas concretas do dia a dia. Ela é pontual, mas pode aparecer todos os dias.
Saudades e sentir falta acontecem apenas quando o objeto da saudade ou da falta, parece estar ali, na beirada da sua vida. Ambas te fazem esticar o braço com força, com toda a sua força, o máximo que pode, para alcançar aquilo que já não está mais ali, que é sombra.
Talvez essas duas dores só sumam de fato quando ele sair da beirada. Quando o desenho do rosto dele não for mais tão nítido na minha memória, quando o som da voz dele não for mais tão claro em meus ouvidos. A saudade e a falta, de formas diferentes, com dores distintas, clamam por aquilo que mais se teme. A única solução possível é a mais temida, e serve para as duas: o esquecimento.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
diga que sozinha eu não preciso mais seguir

Eu quero tentar mais uma vez. Eu quero ir atrás, sem ter medo. Eu quero bater, eu quero entrar. Eu quero chegar mais cedo mais uma vez.
Cade você que não me vê? Quem é você que eu não vejo? Cade você pra me dizer que tudo isso vai passar?
Eu quero entrar na tua casa. Eu quero entrar na tua vida. Eu quero sentar e esperar você me mandar embora mais uma vez.
Cade você que me esqueceu? Quem é você que eu não esqueço? Quem é você que me prendeu, e depois me deixou pra trás?
Você sabe que sozinha eu não sei aonde ir.
É claro que você vai dizer que nunca soube o que eu queria. Que fica fácil pra você se agora já não vale o que passou.
Os teus amigos, meus amigos, não conseguem dizer nada. Os meus amigos, teus amigos, dizem que não sabem mais quem eu sou.
E eu não vou ficar te procurando onde eu posso encontrar alguém pra me mudar.
Diga que sozinha eu não preciso mais seguir.