domingo, 12 de fevereiro de 2012
sobre ir embora
sábado, 28 de janeiro de 2012
perfeição
O mundo me prefere com dois braços e duas pernas, mas não sei mais ser humana. Sorrir cansa. Chorar cansa. Mas o que mais cansa é procurar desesperadamente um intermediário e esquecer que o mundo é mais que aparências.
Eu sou volúvel. Grande surpresa. Mas ser volúvel também cansa. Porque ninguém leva a sério alguém que passa a semana chorando pra ficar bem na semana seguinte. Como se fosse preciso ser feliz pra sempre ou triste pra sempre pra ser alguma coisa de verdade.
Não quero mais a realidade comum. Isso é o que mais cansa, pra ser bem sincera. Tenho até arrepios de pensar num futuro escrito e óbvio nas prateleiras de gente sem sal. Só de saber o que vai ser de mim, já quero ser outra coisa. Uma coisa nova e diferente, pra quebrar o que é certo.
Eu ando tão cansada de seguir as regras. Ando tentando mudar as regras. Eu sei que o que acomoda não é fácil de mudar, mas alguém um dia tem que dizer chega, pra assim as coisas mudarem, o mundo girar. Tanta engrenagem e tão pouco suor.
Acho que vou ter que fazer o que for preciso pra nunca mais precisar fazer nada. E passar o resto da minha vida fingindo que acredito na minha liberdade.
*Música: Adriana Calcanhoto - Senhas
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
voltas e voltas em lugar nenhum
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
bailarina
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
atalho

terça-feira, 1 de novembro de 2011
não tão trágico
Fala demais, essa menina que não tem o que dizer. Ri demais e não acha graça de nada. Por que o mistério, se ninguém quer saber da sua ideologia barata de gente sem futuro?
Pelo jeito sou só idéias perdidas que se revelam sem me pedir licença e depois se tornam contradições quando amanhece.
Gasto um repertório inteiro de palavras. É como conhecer todo mundo e não conhecer ninguém. Alguém vê atrás disso?
Que venha qualquer coisa fútil alegrar meu figurino, que seja brilhante, que seja inesquecível. Às vezes sou apenas um sopro de qualquer coisa doce e enjoativa com o pior dos venenos, fazendo com que minha presença seja ao mesmo tempo marcante, confusa, passageira e duvidosa.
Parece que ninguém desconfia do que resta pela manhã e talvez seja melhor assim. Uma espécie de proteção, como se essa superficialidade fosse só um rascunho do que um dia vou ter coragem de moldar. E a única dúvida que fica é o que realmente importa.
Talvez essa busca seja o único motivo pra eu ainda deixar as coisas como estão. Me acostumo a ser cenário e quando ganho personagem, acho pedir demais escolher o que interpretar.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
não faz sentido
Não consigo pertencer ou me adaptar. Falha minha. Meu único planejamento é não planejar. Porque o momento em que eu sei exatamente o que fazer ou onde ir, é o mesmo momento em que eu tento desesperadamente fazer o oposto. Talvez eu apenas goste de contrariar e negar o que parece ser certo.
Minha distância, que parece ser frieza, é apenas um mecanismo de defesa contra o que virá depois. Já me acostumei à desilusão. E a argumentação em favor do mundo não irá me ajudar. Estou desiludida de mim, dos meus impulsos, das minhas incapacidades, da minha falta de sentidos.
Não sou mais que mera alma a caminho de qualquer outro lugar. Não posso e não quero ser bagagem de ninguém. Estar presa na alfândega é um estado de espírito, e não um capricho meu.
