terça-feira, 3 de janeiro de 2012
voltas e voltas em lugar nenhum
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
bailarina
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
atalho

terça-feira, 1 de novembro de 2011
não tão trágico
Fala demais, essa menina que não tem o que dizer. Ri demais e não acha graça de nada. Por que o mistério, se ninguém quer saber da sua ideologia barata de gente sem futuro?
Pelo jeito sou só idéias perdidas que se revelam sem me pedir licença e depois se tornam contradições quando amanhece.
Gasto um repertório inteiro de palavras. É como conhecer todo mundo e não conhecer ninguém. Alguém vê atrás disso?
Que venha qualquer coisa fútil alegrar meu figurino, que seja brilhante, que seja inesquecível. Às vezes sou apenas um sopro de qualquer coisa doce e enjoativa com o pior dos venenos, fazendo com que minha presença seja ao mesmo tempo marcante, confusa, passageira e duvidosa.
Parece que ninguém desconfia do que resta pela manhã e talvez seja melhor assim. Uma espécie de proteção, como se essa superficialidade fosse só um rascunho do que um dia vou ter coragem de moldar. E a única dúvida que fica é o que realmente importa.
Talvez essa busca seja o único motivo pra eu ainda deixar as coisas como estão. Me acostumo a ser cenário e quando ganho personagem, acho pedir demais escolher o que interpretar.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
não faz sentido
Não consigo pertencer ou me adaptar. Falha minha. Meu único planejamento é não planejar. Porque o momento em que eu sei exatamente o que fazer ou onde ir, é o mesmo momento em que eu tento desesperadamente fazer o oposto. Talvez eu apenas goste de contrariar e negar o que parece ser certo.
Minha distância, que parece ser frieza, é apenas um mecanismo de defesa contra o que virá depois. Já me acostumei à desilusão. E a argumentação em favor do mundo não irá me ajudar. Estou desiludida de mim, dos meus impulsos, das minhas incapacidades, da minha falta de sentidos.
Não sou mais que mera alma a caminho de qualquer outro lugar. Não posso e não quero ser bagagem de ninguém. Estar presa na alfândega é um estado de espírito, e não um capricho meu.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
o que ninguém vê

