
terça-feira, 20 de setembro de 2011
o que ninguém vê

sábado, 3 de setembro de 2011
127 horas
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
solidão a dois
Nasci para poucos e morro por ninguém além de você. Me confundo em passos de dança invisíveis, enlaçando pernas e fazendo caras e bocas, querendo muito e gostando pouco. Não é insatisfação ou sofrimento, é só um tudo-ao-mesmo–tempo-agora que não respeita amor de menos, não aceita um gostar pouco e querer às vezes. Uma intensidade que não se conforma com noites únicas de começo, meio e fim. Estou aqui pela música, pela companhia, pra me encontrar.
Eu quero mais de cada coisa que a existência oferece.
Essa prisão, essa pele. Estou vazando pelos poros e parece que vou explodir. E se algum buraquinho entupir e eu não achar a saída? Meu corpo é muito pequeno e minha procura pela liberdade queima as beiradas. Minha alma vai escapando e se moldando. Se esconde, diminui pra não se mostrar além.
Os risos forçados que geram lágrimas no travesseiro, as danças vazias que geram um vazio ainda maior. A mentira que preenche de ar o que devia ser companhia. A amargura que cresce por coisas pequenas e afáveis dos que são capazes da felicidade.
Eu não quero nada impossível. Só quero realidade. Quero alma e vida de verdade.
terça-feira, 5 de julho de 2011
lembranças machucam, as boas, mais ainda

Existem desgraças que quase esperamos na vida. E existem momentos sombrios, que mudam tudo. Existe a minha vida antes da tragédia. Existe a minha vida agora. As duas têm dolorosamente pouco em comum.
Gostaria de poder contar que, através da tragédia, descobri algum princípio absoluto, desconhecido e impactante que eu pudesse transmitir. Não foi o que aconteceu.
Os clichês são todos válidos - o que realmente conta são as pessoas, a vida é preciosa, o materialismo é valorizado demais, as pequenas coisas são que importam, viva o momento -, e posso repeti-los exaustivamente. Você pode até ouvir, mas não vai internalizar o que eu disser. A tragédia é pessoal. Ela fica gravada na alma. A gente deixa de ser feliz. Mas se transforma numa pessoa melhor.
É isso que as pessoas não conseguem entender, a fragilidade do mundo. As feridas que uma guinada do destino é capaz de abrir. O poço de desespero que somos jogados por causa de um descuido qualquer. A irreparabilidade das coisas.
O tempo cura a maioria das feridas. As demais ficam escondidas atrás da porta do esquecimento.
domingo, 5 de junho de 2011
felizes os esquecidos...
Percebo o peso das coisas que vivi quando sinto em minha mente a presença de cada vez mais pensamentos aos quais eu não consigo dar vazão. Nunca tive facilidade na hora de traduzí-los em parágrafos e, certas vezes, quando finalmente absorvo um assunto, sou atropelada pela urgência de uma vida que sou obrigada a viver, do abrir ao fechar dos olhos.
Muitas vezes abandonei em branco o texto, pois olhava para dentro de mim e nada via senão a nebulosa sombra do vazio que ainda grita alto.
Desabafar por escrito, mesmo que antes para um destinatário ausente, é confortante, justamente quando não me servem mais as opiniões sinceras. Me ver imperfeita e incapaz, e escrever sobre isso, é o que me impede de desmoronar.
Escrever torna tudo real. E, por isso, as vezes prefiro fugir dos fatos, do futuro, das afirmações lógicas, mas injustas. Tem dores que não devem ser verbalizadas. Tem dias que não devem ser escritos.
Tem um dicionário inteiro de termos não existentes para falar sobre mim. Não sei o que, não sei o motivo, não sei como. Não me importo. Apenas sou, e isso deve bastar.
Todos os sentimentos sinceros só são sinceros pelo tamanho da verdade, e pela vontade de dizer sem motivo e mil vezes.
Musica: Pink Floyd - Take it Back
http://www.youtube.com/watch?v=7LYfUtRSZ5I
sábado, 30 de abril de 2011
tenho escrito menos...
